Missão Cumprida
Navegando pela Lagoa do Casamento
Emilio Oppitz

19 Jun 2008
N
o início da minha vida náutica, Hugo Sander foi um dos que muito me ensinou sobre a bela arte da navegação. Entre outros, foi um dos meus mestres. E mesmo velejando há 51 anos na Lagoa dos Patos, ele não conhecia ainda a Lagoa do Casamento, em Palmares do Sul. Por isso eu havia assumido comigo mesmo o compromisso de levá-lo a conhecer aquele belo recanto.

Achei que o feriado de Corpus Christi seria um ótima oportunidade e combinamos a velejada. Saímos na quarta feira, dia 21/05, às 18h, já quase escuro, para dormir na saída do Saco de Tapes. Na madrugada do outro dia atravessarmos a Lagoa dos Patos até chegarmos no nosso objetivo. Na quinta feira saímos às 4:00h da madrugada, e às 14h adentramos na Lagoa do Casamento. Pelo rádio, localizamos o veleiro Papa Terra, com o qual eu tinha combinado de encontrar para rever amigos que fazia tempo não via. Encontramos o mesmo muito bem abrigado em uma sanga entre várias ilhas e aí fundeamos para a primeira noite naquela lagoa. Muito bom papo, chimarrão, cervejinhas e janta.
Na manhã seguinte saímos a reboque do Papa Terra a conhecer a Sanga do Pimenta, outro excelente e muito bonito abrigo. Depois tomamos rumos diferentes.

Rumamos para a lagoa da Bonifácia e logo depois para Palmares, não sem antes, mais um encontro com amigos, desta vez, por acaso, encontramos o veleiro Graxaim, do meu amigo Luiz Fernando. Em Palmares, chegamos na casa do Sr. Carlos Teixeira, que possui um trapiche que recebe os veleiros. A família Teixeira franquia sua casa para banho, cafezinho, chimarrão e um papo muito camarada. Logo após nossa chegada mais um veleiro, o Cayman, atracou ao nosso lado. Compramos gelo, e combustível para a volta.

Infelizmente, um vento muito forte não nos permitiu completarmos a volta na Lagoa do Casamento, e tivemos que ficar em um braço do Rio Palmares, amarrados em uma Corticeira por dois dias esperando que baixasse o vento.
Uma coisa valeu a espera. Fizemos dois ótimos amigos, os tripulantes do Cayman, que ficaram conosco no mesmo abrigo. O Com. João e o Bira.

Na segunda o vento amainou e fizemos o retorno para Tapes. Navegamos por 13 horas, das quais 11 delas a motor, pois o vento que antes não nos deixou navegar, agora se fez de rogado e não apareceu. Foi um final de semana típico de navegadas nas nossas Lagoas, ora muito vento, ora pouco e um dos compromissos que tinha comigo mesmo, foi cumprido.
Meu amigo Hugo hoje já pode dizer que navegou pela Lagoa do Casamento, o que faltava no seu muito extenso currículo de velejador. Grande Hugo.

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