Paisagens 582

Leão-marinho a bordo

A propósito da opinião apresentada por "especialistas" americanos (veja mais abaixo) tentando explicar a razão de leões-marinhos terem se aboletado na popa de um veleiro em Washington (EUA), como sendo "envenenamento por algas", pelo menos nas bandas gaúchas e gauchas [gáutchas] isso é comum. O flagrante abaixo foi obtido em La Paloma, Uruguay. Pelo jeito, os leões ao sul do paralelo 30 não são intoxicados, mas não fazem cerimônia. Adonam-se de popas e bóias, e quando o dono chega, parecem querer dizer: "Eu cheguei primeiro!".

Informa o Comte Nelson Calcagno, do veleiro Walhalla, autor das fotos abaixo:
"Em outubro de 2007, deixei meu veleiro durante uma semana no porto de La Paloma, no Uruguai. Estávamos voltando para Rio Grande e tivemos pronósticos de tempo desfavoráveis, com o que decidimos não arriscar. Quando saímos do porto, vimos alguns pequenos leões-marinhos rondando o veleiro, e imaginamos que ao nosso retorno teriam tomado conta.
Efetivamente, ao nosso regresso lá estavam dois deles, na plataforma de popa. Na aproximação ao veleiro fomos recebidos por alguns grunhidos, mas logo mergulharam.
Mal tínhamos entrado na cabine do barco, sentimos que alguma coisa estava novamente mexendo na plataforma de popa. Era o mais decidido dos leões, que subiu e ali permaneceu durante a tarde e a noite, sem se importar pela nossa presença. No outro dia, quando soltamos as amarras da poita, jogou-se na água e deu uma olhada para seu confortável apoio, que estava partindo. Penso que seu contato com pessoas no porto faz possível esta aproximação sem conflitos."


Nelson Vasques Calcagno

 


Nelson Vasques Calcagno

 

Farol de La Paloma, Uruguay

Renata Luzzi

 

La Paloma, Uruguay

 

07 Ago 2008
Leão-marinho embarcado

Animal 'aluga' veleiro de família americana
Animal subiu por escada e se acomodou na embarcação no último domingo. Segundo especialistas, comportamento 'desorientado' pode indicar intoxicação. Ninguém gosta de ter uma visita indesejada - especialmente quando ela é um leão-marinho que adota um veleiro de família como seu lar. Lynnea Flarry e sua família curtiam a manhã de domingo (3) em Clark Island, em Washington, quando perceberam a presença de um leão marinho no veleiro da família.
O animal aproveitou a escada da embarcação e subiu a bordo. O filho e os netos de Flarry tentaram cercar o animal, fazendo-o voltar à água, mas não conseguiram. O leão-marinho se escondeu atrás de um colete salva-vidas. Depois o animal voltou para a água e começou a nadar em círculos em volta do veleiro. A neta de Flarry decidiu tirar fotos do leão-marinho, mas ninguém se lembrou de recolher a escada - e então o animal voltou a bordo.
Membros da equipe de resgate de animais marinhos disseram que esse comportamento estranho pode ser sinal de envenenamento por algas. De acordo com os especialistas, uma das toxinas encontradas nas algas pode causar reações ácidas em mamíferos, fazendo com que eles apresentem comportamento agressivo e fiquem desorientados.
Fonte e foto: Associated Press/Cortesia família Flarry

Leão Marinho sobe em bóia de sinalização, em Rio Grande. Veja série de fotos da subida

Guto Vieira da Fonseca

 


João Cunha

Vídeo mostra leão-marinho na bóia 2, em Rio Grande

 

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