
Travessia
do Saco de Tapes
Nadadores a quase 3 nós
Texto e fotos: Danilo Chagas Ribeiro
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Para quem está acostumado a velejar a 7 ou 8 nós, foi incrível ver como os nadadores podem cruzar uma distância de 5km a quase 3 nós. A maioria dos participantes, em torno de 70, era bem jovem, talvez aí pelos vinte e poucos anos.
Quando o apito da largada soou, começaram a nadar seguindo o barco-madrinha (veleiro Adriana). O comandante Emilio Oppitz manteve a velocidade do nadador líder, a uma distância razoável. No topo do mastro uma bandeira vermelha identificava o barco. Vários outros veleiros auxiliaram os nadadores, balizando a rota e indicando o caminho a alguns que perderam o rumo. A profundidade no início do percurso era de 3 metros. Depois nadaram pelo canalete porque, segundo Emilio Oppitz, a Lagoa dos Patos está tão baixa que os nadadores encalhariam se saíssem dele. Os líderes da prova nadaram por uma hora. De vez em quando davam uma braçada de costas, e seguiam o caminho. A grande maioria ficou bem para trás. No Domingo foram 86 braçadas por minuto, o que significam quase 3 nós. Na Sexta, as 80 braçadas/min haviam rendido 2,65 nós (5km/h). O vencedor da prova
foi Guilherme Bento Bier, filho do ex-Comodoro do Jangadeiros, Waldemar
Bier. Quando o vento escassear, e a sua velejada ocontecer a menos de 3 nós, lembre-se de que a essa velocidade, até nadando... Há alguns anos os nadadores atravessavam o Saco de Tapes, com aproximadamente 7km em frente a Tapes. O trajeto foi encurtado para 5km para se adequar ao padrão olímpico. A linha vermelha na carta é o track do barco-madrinha.
Agradecimentos:
Cmte Emilio Oppitz Adriana |
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