Prefeitura despeja esgoto cloacal ao lado da captação de águas do DMAE


É o que diz a faixa colocada na rótula das avenidas Diário de Notícias com Wenceslau Escobar,
na Bacia do Cristal. O vereador Beto Moesch diz que a obra do DEP na Zona Sul não tem Estudo de Impacto Ambiental, o EIA-Rima.

A construção de esgotos na Zona Sul é, no momento, o problema ambiental mais impactante na cidade de Porto Alegre", alerta o Vereador Beto Moesch. A questão, levantada pela obra de despejos do DEP, entre o Veleiros do Sul e Iate Clube Guaíba, cujas irregularidades foram denunciadas pelos clubes náuticos ao Ministério Público no dia 10 de abril últimos, continua sem solução.

"A obra, não cumpriu com a Legislação Federal que exige, neste caso do organismo competente, que é a Secretaria do Meio Ambiente (SMAM), uma Licença Prévia de Estudo de Impacto Ambiental e Relatório Ambiental, EIA-RIMA. Além de criar mais um ponto de poluição nas margens Guaíba, ameaça a vida da fauna local, composta por tartarugas, lontras e ratão do banhado, animais em extinção", justifica o membro da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Beto Moesch, acrescentando que o IBAMA também não foi consultado.

Segundo ele, o processo do EIA-RIMA exige ainda uma Audiência Pública, para dar transparência e divulgação à comunidade, conforme a Legislação Federal, o que, também não foi feito. O DEP alega que o esgoto é pluvial e não cloacal. "Mas a Prefeitura Municipal está tentando resolver o problema, pois é ciente de que 80% dos esgotos da Capital são mistos (pluvial e cloacal).

"A obra está toda irregular, diz o vice-comodoro do Veleiros do Sul, advogado Cícero Hartmann. A Prefeitura Municipal de Porto Alegre não cumpriu com as exigências de Lei Federal (Estatuto 001/85 CONAMA), foi econômica em sua obra, pois poderia ter construído os emissários para o Arroio Cavalhada, em lugar de criar outro ponto poluidor. Este arroio também é altamente contaminador, porque não chega a largar os despejos na corrente do Guaíba e necessita de dragagem, acrescenta Hartmann.

Hartmann alerta para uma contradição na postura Municipal, "quando a própria Prefeitura admite que precisa limpar o local, quando deveria forçar, por meio de dragagem, os despejos para a corrente do rio". Segundo o vice-comodoro do Veleiros do Sul," o emissário que está sendo construído dentro da área do Iate Clube Guaíba, num local onde também as crianças aprendem a velejar, vai gerar sérias conseqüências para a bacia".

"No meu parecer, esta obra precisa ser refeita porque é poluidora. O local não atende aos requisitos da Legislação Ambiental. Encaminhamos o problema ao Ministério Público, para que o organismo tome as medidas cabíveis", concluiu o vice-comodoro Cícero Hartmann.

Fontes de Informação:
Vereador Beto Moesch - Tel. 3220-4100 (Câmara)
Adv. Cícero Harrmann - Vice-Comodoro deo Veleiros do Sul Tel. 3267-1717 / 9981-5635
Geraldo Sperb - membro do Conselho Deliberativo do Veleiros do Sul, tels 3248-1562 / 3248-2557 / 9966-5993
Ricardo Aurélio Sperb - membro do Conselho Deliberativo do Iate Clube Guaíba, tel. 9812-1985
Israel Abreu - Consultor Ambiental do Veleiros do Sul, tels. 3248-5468 / 3286-0505 Ramal 154
Astélio Santos - representante da FEVERS no Comitê Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba, tel. 9112-4454.

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