
Alça na Roda de Proa 17 Ago 2008 No Cruzeiro-Regata Porto Alegre - Rio Grande, em 2007, um veleiro de 22 pés teve os cunhos arrancados durante o reboque. Uma alça rigidamente fixada à roda de proa (foto) é a solução para um reboque seguro. É bem provável que se o veleiro argentino Ilikai dispusesse da alça, o desfecho teria sido diferente.
A solução compreende uma alça rígida de inox fixada à roda de proa, incluindo um cabresto com gancho, como na foto ao lado. Outra vantagem da alça instalada na roda de proa é nos fundeios com vento. O balancim, por onde passa o cabo ou corrente da âncora, não tem resistência para manter o fundeio com ventos fortes ou ondas. Idem o guincho.
Para realizar essa faina, dependendo do tamanho do barco, o proeiro precisa passar para o lado de fora do púlpito de proa para caçar o cabo na extremidade do balancim e trazê-lo até o cunho. Com o barco batendo nas ondas, não é das fainas mais seguras. O croque não ajuda muito nessa faina. A operação torna-se crítica se o timoneiro não estiver habituado. É que a folga no cabo para permitir ao proeiro a amarração no cunho é obtida com o uso do motor, mantendo-se a proa na direção do ferro, sem passar por ele. Ocorre que as rajadas de vento podem desviar o barco bruscamente da direção correta, fazendo com que o cabo da âncora estique-se violentamente. Quando isso acontece enquanto o proeiro está amarrando o cabo no cunho, é muito fácil perder um dedo.
Para quem dorme na cabine de proa durante o fundeio, essa solução tem uma vantagem extra, eliminando aqueles freqüentes "estouros" da corrente ao acomodar-se no balancim a cada giro do barco nas rajadas. |
Fundeio utilizando a alça da roda de proa

Assunto relacionado: Fundeio tranqüilo
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Ago 2008 Alberto Kling A alça na roda de proa melhora mas não resolve o problema dos fortes trancos em caso de reboque com mar agitado. Uma melhor solução é prender uma âncora em alguma parte do cabo de reboque que não seja o meio do mesmo, entre as embarcações (rebocadora e rebocada). O peso da âncora deixará o cabo parcialmente afundado, assim o sistema funcionará como um amortecedor, eliminando ou suavizando os trancos entre as embarcações. Não lembro onde li esta solução que me parece bastante adequada. Quanto ao prender o Ilikai por uma possivel "alça" de proa, cito a referencia do livro do ERIC TABARLY, Guia prático de manobra, Edições marítimas, Cap XII Pag 166: "Tenha sempre em mente que é extremamente arriscado um barco pequeno fazer-se rebocar por um carqueiro. O veleiro sofrerá inúmeras avarias. Muitas vezes o comandante do carqueiro se recusará a rebocar o barco, propondo, em caso de perigo, embarcar a tripulação". Caso Ilikai, que não mais interessa. Alberto. |